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  • Após a realização do Asèsè em memória os três anos de falecimento de Mãe Délia, Bàbá Pecê juntamente com as autoridades presentes se reuniram no salão principal do Ilé Osogbo para saberem o destino da Casa. Enquanto a comunidade aguardava ao lado de f
   Após a realização do Asèsè em memória os três anos de falecimento de Mãe Délia, Bàbá Pecê juntamente com as autoridades presentes se reuniram no salão principal do Ilé Osogbo para  saberem o destino da Casa. Enquanto a comunidade aguardava ao lado de f

Sábado, 25 Fevereiro 2012

Após a realização do Asèsè em memória os três anos de falecimento de Mãe Délia, Bàbá Pecê juntamente com as autoridades presentes se reuniram no salão principal do Ilé Osogbo para saberem o destino da Casa. Enquanto a comunidade aguardava ao lado de f

Orientar e educar ao folião do carnaval de Salvador para evitar atos de discriminação racial e de desrespeito as religiões de matrizes africanas. Estas foram as principais tarefas de Sivanilton Encarnação, mais conhecido por Babá Pecê de Oxumarê, durante os seis dias que trabalhou no Observatório da Discriminação Racial, Violência contra a Mulher e LGBT, órgão vinculado a Secretaria Municipal da Reparação.

De acordo com Babá Pecê, a experiência do observatório serve para chamar atenção da população sobre os incidentes que acontecem durante todo ano e pelo fato da maior festa de rua do planeta, o carnaval, ter uma grande cobertura midiática ficam ainda mais evidentes.

"A folclorização das religiões de matrizes africanas é uma constante. Portanto, cabe a nós, povo de santo, criar estratégias que impeçam que isso se naturalize ainda mais. O meu trabalho era justamente esse, educar e explicar a importância do respeito ao que é sagrado para nós", explica Babá Pecê.

Ainda segundo o babalorixá, foram identificados, nos três circuitos do Carnaval, o uso indevido de ferramentas sagradas e até mesmos pessoas vestidas como orixás, o que fez que ele tivesse que recolher alguns objetos durante a festa. "Situações, como essas, são constrangedoras para nós do axé. Isso demonstra total desrespeito e banalização da nossa religiosidade", complementa.

Observatório - O Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e Combate a Homofobia é um programa que tem como objetivo mapear dados que comprovem a existência de ações discriminatórias, sejam elas raciais, de gêneros ou homofóbicas. Este ano, foram registradas 459 denúncias de casos de discriminação. A maioria (288) ainda é relativa ao racismo. Em seguida, vem os atos de violência contra a mulher com 153 ocorrências e os casos de homofobia com 18 denúncias.